Entorse cervical
Entorse cervical é o termo médico usado para descrever o tipo de lesão que se produz na coluna cervical durante um acidente de trânsito.
Uma entorse produz-se quando os meios que unem os ossos (chamados ligamentos) sofrem um desgarro, alongamento ou distensão devido a um movimento brusco ou uma tensão forte (golpe de chicote cervical), neste caso do pescoço, e acaba desestabilizando os ligamentos danificados.

Esta desestabilização dos ligamentos danificados produz-se de forma mais comum na zona cervical alta (occipital, atlas e áxis) devido à sua fragilidade anatómica. Entre estas primeiras vértebras não existe um disco intervertebral (que é o que oferece maior solidez entre as articulações das outras vértebras da coluna vertebral).
Quando a coluna cervical, e em concreto a sua parte alta (atlas e áxis), se desestabiliza e se desequilibra, produz-se o que os quiropráticos chamam “subluxação vertebral”.
Esta “subluxação vertebral” ou “entorse cervical” pode produzir uma série de disfunções e dores como:
| Dor de costas | Vertigem | Torcicolo |
| Dor de pescoço | Dor de cabeça | Hérnia discal |
| Dor de mandíbula | Enxaquecas | Fibromialgia |
| Epilepsia | Paralisia de Bell | Nevralgia do trigémeo |
Zumbidos de ouvidos / Tinnitus / Perda da nitidez da visão / Dores faciais / Suores / Parestesias
A classificação em graus da entorse cervical depende do dano produzido na coluna cervical.
O diagnóstico de entorse cervical realiza-se através de explorações físicas e neurológicas adequadas, diagnóstico por imagem (radiologia, ressonância magnética…), etc.
